Mulher, seja independente e não incompetente!

Em mais um dia internacional das mulheres, podemos ler muitos textos belos que fazem homenagem às mulheres, de suas mais diversas formas. Todavia, com o movimento feminista querendo atenção a todo custo, também surgiram textos do tipo: “sou mulher, mas não nasci para cozinhar”, “sou mulher, mas não vou viver para marido e filhos, “sou mulher, mas gosto de ter uma selva debaixo dos braços”, sou mulher, mas blá blá blá…Teve até um vídeo de uma senhora aí dizendo para as mulheres não fazerem nada nesse 8 de Março de 2017, não trabalhar, não lavar, nem passar, etc; para mostrar como somos “necessárias”…

O dia 8 de Março já é o dia INTERNACIONAL das mulheres, e essa senhora quer chamar atenção para o quê mesmo?! As mulheres? Dia das mulheres é para mulheres! Entendeu?! Já é dedicado a nós, todos já sabem, não precisa de frescura e nem de desculpa para querer não fazer nada nesse dia. Conversa com o marido minha senhora, pede uma pizza, levem as crianças para comer algo diferente, pronto. Sem frescura!

E sobre a mulher moderna, empoderada, que não cozinha, não lava, que não vive para marido e filhos, qual é o orgulho disso?

Bom, vamos pensar juntos. A mulher “empoderada” diz que não cozinha, porque trabalha para pagar alguém para fazer isso para ela. Na verdade, ela nem sabe cozinhar um ovo, porque afinal, ela pode comprar um ovo já cozido ou mandar alguém fazer isso por ela. Essa mulher super hiper mega destemida não faz café para o marido e nem sobremesas para o filho, porque afinal, ela se dedica ao trabalho e a empregada ou a padaria resolvem o problema.

A mulher 2017 não sabe fritar ovo, não faz pudim para agradar o maridão opressor, não lava roupa e nem busca os filhos na escola. Porque ela quer LIBERDADE e não ficar vivendo para outros!

É tanta liberdade que ela conquistou, que tem que trabalhar todos os dias obedecendo o chefe para poder pagar pelo o que quer. É tanta liberdade em não saber fazer nada em casa, que se não houver alguém para fazer por ela, ela não come ovo frito no café da manhã. É uma liberdade absurda que a tornou incompetente, mas ela ainda acha que é melhor assim.
Minhas amigas, não sejam esse tipo de mulher. Você pode comprar o jantar pronto todos os dias sim, mas não se tornem incompetentes por conta disso.

Quando criança, sempre tive minha mãe presente, e a presença constante dela, foi o melhor presente que eu e meus irmãos ganhamos. O sabor de sua comida, sua presença na porta da escola, seus beijos e abraços ao decorrer do dia, momentos impagáveis.

Dedique-se ao seu bom esposo e aos seus filhos. Se eles são as pessoas que te amam, qual o motivo de buscar aprovação de quem pode te trocar por qualquer outra pessoa que saiba trabalhar com Excel?

O seu papel em uma empresa pode ser feito por milhares de pessoas, mas o seu papel de mulher sendo mãe e esposa é só seu! 

No seu lar você é a estrela, lá fora você é coadjuvante.
Seja uma mulher forte, guerreira, amável, torne-se capaz de comprar algo se preciso for, mas seja mestre na arte de construir.
De mulher para mulher,

Cássia A. Kawamura Vilares, esposa, mãe, filha, mulher feliz. ❤

O bebê nasceu e só tomou o primeiro banho no terceiro dia, por quê?

É comum ver o recém-nascido tomando o primeiro banho poucos minutos depois que nasce, entretanto com a Kimberly e o Giovanni não foi assim. Banho, em ambos, só no terceiro dia de vida!

Segundo recomendações da maternidade onde tive os pequenos, dar banho no bebê assim que ele nasce ou mesmo poucas horas depois, pode fazer com que sua temperatura corporal caia, pois eles ainda precisam “aprender” a manter-se aquecidos. E é aqui também que entra o método  canguru (também utilizado na clínica)- para o qual dedicarei um post exclusivo depois- mas, que resumindo é o contato pele a pele do bebê com a mãe assim que ele nasce, para mentê-lo aquecido e também fazer com que se sinta seguro.

Quando a Kimberly e o Giovanni nasceram, logo vieram para o meu colo. Foi maravilhoso! 

Ainda peladinhos, com aquele cheirinho gostoso e natural que só o recém-nascido tem. Ficamos juntinhos um bom tempo e só depois a parteira os colocou em um bercinho ao meu lado para enxugar o sangue e secá-los um pouco.

Depois disso que ela vem fazendo a parte de conferir se está tudo certo, conta os dedinhos, dá uma olhada aqui e outra ali. Terminados os exames, foram pesados, medidos e depois subimos para o quarto juntinhos. Isso tudo demora duas horas para acontecer, que é o tempo necessário para ficarmos em observação, para saber se a mãe não perdera muito sangue e se o bebê apresenta alguma instabilidade. 

Com a Kimberly foram duas horas de observação, mas com o Giovanni foram quase três, pois eu perdi muito sangue e tive que tomar soro.

Voltando ao banho, eles passaram o primeiro dia do jeitinho que nasceram, apenas com a roupa da maternidade. No segundo dia, tiveram o cabelinho lavado por volta das dez horas da manhã, e só no terceiro dia é que eles tomaram um banho completo.

Nesse dia pedem para a mãe ir ver para acompanhar e aprender a dar banho no bebê. Eu não filmei o primeiro banho da Kimberly, mas filmei o do Giovanni. Foi lindo, o menino é um sossego só. 💙

Não pensem que é nojento demorar tanto para tomar banho, já que o bebê nasce com sangue e vernix caseoso. O vernix (verniz), que é aquela gordura branca que envolve o bebê é uma proteção e não sujeira! 

Essa proteção logo é absorvida pela pele e nem aparece mais, por isso não há necessidade de esfregar o bebê para retirá-lo. Deixe ele ali, está fazendo bem para o pequeno, protegendo e hidratando!

Kimberly assim que nasceu ❤
Primeiro dia de vida da Kimberly no colo do tio. O cabelo fica meio duro devido ao verniz.
Giovanni assim que nasceu 💙
Primeiro dia de vida do Giovanni.

Nas fotos percebe-se que a pele fica limpinha, apenas o cabelo que ficou um pouco grudado. E os meus pequenos nasceram bem cabeludos. 😁

Confesso que achei estranho não terem dado banho na Kimberly assim que ela nasceu, pois eu achava que era sempre assim, mas depois que me explicaram os motivos, fiquei muito contente por eles não terem passado por nenhum banho brusco, sucção e outra coisas. Sem contar o cheirinho de recém-nascido que é único. É um cheiro muito gostoso, que infelizmente se vai com o primeiro banho. Então, sinto muito por todas as mães e pais que não tiveram a oportunidade de cheirar seus pequenos antes do primeiro banho.

Bom, recapitulando os motivos para não dar banho no bebê logo após o nascimento:

1- O banho pode abaixar a temperatura corporal do bebê, que ainda está aprendendo a se manter aquecido.

2- O bebê não nasce sujo, nasce com o verniz caseoso, uma proteção natural que é rapidamente absorvida pela pele do recém-nascido, sem necessidade de esfregá-lo.

3- O nascimento é uma grande mudança para o bebê, então o melhor é deixá-lo junto da mãe para não tornar essa mudança mais brusca. Imagine que você estava quentinho, apertadinho e quietinho dentro da mamãe e minutos depois está debaixo da água sendo esfregado sem sinais dela.

4- Aproveite para cheirar muito seu bebê antes do primeiro banho, pois é um cheiro maravilhoso!

Observação: isso não acontece em todas as maternidades do Japão.

E por hoje é isso pessoal.

Acharam interessante?! Eu também, por isso vim compartilhar nossa experiência com vocês.

Espero que tenham gostado.
Fiquem com Deus e a Virgem Santíssima! ❤

Posso amamentar durante a gravidez ou amamentar dois de uma vez?

Se você tem um bebê pequeno que ainda mama no peito e engravidou, pode ser que já tenham te aconselhado a desmamar o mais o velho o quanto antes. Por vários motivos, como por exemplo: o leite vai mudar e fazer mal para ele, o outro bebê não vai se desenvolver na barriga, você vai ficar fraca e não vai aguentar, vai dar trabalho depois, entre outros.
Comigo foi assim. Ouvi várias pessoas, várias vezes, me perguntando com espanto como que eu ainda estava amamentando a Kimberly se estava grávida novamente. 

Eu sou muito tranquila em relação aos conselhos, então sempre ouço tudo e depois vou peneirando. Afinal de contas, na vida é assim, é preciso ter discernimento.

Já recebi ótimas dicas de como cuidar dos pequenos, então eu aconselho a não brigar com ninguém quando ouvir um conselho que não concorde, apenas seja uma mãe prudente. ❤ (Claro que sempre há exceções, que talvez mereçam uma resposta mais firme!)

A Kimberly estava com apenas nove meses quando engravidei novamente, então eu não queria desmamá-la. Já que sempre tive muito leite e ela adorava mamar, era o nosso momento especial. Entretanto, infelizmente, o meu leite foi secando pouco a pouco até sumir totalmente…(Não é sempre que o leite seca com uma nova gestação).

Em Fátima, Portugal, quando meu leite começou a secar

Foi triste para nós duas. Ela estava prestes a completar um ano e o Giovanni tinha cerca de três meses em meu ventre quando percebi que ela mamava, mamava e se irritava porque não saia mais leite suficiente. Eu queria muito amamentá-la até ele nascer e depois continuar com os dois até quando desse. Senti-me impotente.

Não teve jeito, corri para o leite em pó, que para o meu alívio, ela adorou, uma vez que era uma fonte abundante como um dia já fora o peito da mamãe. Eu tinha tentado várias e várias vezes fazer com que ela pegasse a mamadeira com meu leite, (para mamar durante a Missa quando necessário) mas ela recusava, então eu já esperava que fôssemos passar por uma fase difícil e cheia de choro, todavia ela me surpreendeu! Ufa!

Logo no início da gravidez eu conversei com meu médico e ele disse que não havia problemas em continuar amamentando ela e me explicou que em caso de gravidez de risco, pedem para  desmamar o mais velho, porque o útero se contrai durante a amamentação e pode ser perigoso para o novo bebê.

Como estávamos saudáveis, não havia com o que se preocupar.

E agora que o Giovanni nasceu e fez renascer a fonte de leite junto dele, a Kimberly logo percebeu que mamãe está cheia de “amor” para dar novamente. E mais uma vez o médico disse que não há problema em amamentar os dois!
Havia a possibilidade de ela não aprovar o gosto e não querer mais. Entretanto, não foi isso o que aconteceu! A pequena está é comemorando que a fonte está cheia novamente.

Um beijo de gratidão pela fonte (risos) ❤

Ainda na maternidade, na segunda noite do Giovanni, ela acordou na madrugada chorando, estava com ciúmes do irmão, e queria porque queria mamar. (Sim, ela dormiu todas as noites comigo lá).

O jeito foi me ajeitar na cama com os travesseiros, colocar o Giovanni de um lado e ela do outro para mamar. E eu? Fiquei entregue ali, estirada na cama. (Risos) 

Para o Giovanni, o meu leite é a única fonte de alimento, o necessário para ele até os seis meses, segundo o aconselhamento da maternidade. Não precisa de água, nem de chá, o leite basta. 

Já para a Kimberly, o leite é mais um mimo cheio de vitaminas, pois ela já come de tudo.

Resumindo, a mamãe pode amamentar durante a gravidez e pode  continuar amamentando os pequenos no pós-parto também, desde que a gestação, mamãe e bebê estejam saudáveis.

Então, caso tenha dúvidas, converse com um médico, mas um médico que seja a favor da amamentação! Caso contrário, o conselho pode ser conforme o comodismo, somente.

Onde fiz o pré-natal e tive os meus pequenos, eles são totalmente a favor da amamentação, uma benção!
Espero que minha experiência possa ajudar alguma mamãe!

Fiquem com Deus e dêem muito mama mesmo, pois além de ser a melhor fonte de alimento para o bebê é um momento de troca de carinho inesquecível.❤

Maternidade real na madrugada

Sobre as longas madrugadas que estamos passando juntos desde que você nasceu. Essas madrugadas são tão longas, é uma jornada desgastante…

Você deitado no meu peito

Vejo o relógio passar vagarosamente e eu ansiosa para que o dia amanheça!

Na primeira madrugada você acordava de hora em hora, na segunda a cada uma hora e meia, até que hoje, com seis dias, você dormiu três horas seguidas.

Eu tenho que me levantar na hora que o sono estava ficando bom, então tenho que pegar você todo embrulhadinho, como um presente, nesse cobertor azul fofinho, mas não tão fofinho quanto sua pele de veludo. Você tão pequenino quer ser alimentado e eu posso fazer isso!

Te pego com cuidado, pois ainda é muito molinho, coloco-o em meu colo e você mesmo já procura pelo o que lhe interessa. Mama tão tranquilo, não se passam dez minutos e você já está saciado, e me surpreende com alguns sorrisinhos de lado, como que para dizer “obrigado mamãe pelo amor que saiu de você e encheu minha barriguinha”.

Depois eu tenho que secar você e trocar sua fralda para que durmas bem. Não levo dois minutos, e já te embrulho novamente para colocar no berço.

Você já pegou no sono, está com o rostinho satisfeito, está lindo nesse cobertor, está sequinho, está cuidado, está dormindo como um anjo.

E como isso foi para mim? Ter que cuidar de você durante a madrugada com todas as condições que tenho?

Foi maravilhoso meu filho!

Mamãe faz com muito amor e gratidão, pois ter um anjo dormindo ao meu lado vale mais do que inúmeras horas de sono em um quarto solitário.

Amar você não é um fardo, é uma graça.

Nesse momento, estou escrevendo com você deitado no meu peito, sua irmã está do nosso lado e do lado dela está o papai. Passa um pouco das cinco da manhã e logo o dia amanhecerá, e eu fico aqui ansiosa por mais um despertar, pois vou tomar um belo café da manhã junto de seu pai para iniciar mais um dia, com a graça Deus, ao lado da minha família.

A maternidade real é assim, e eu sei que o amor plantado é caminho para o paraíso.

Será que nao vale a pena?

Não é que eu esteja romantizando a maternidade para parecer fácil. Ela é tarefa difícil, por isso só as fortes são capazes de exercê-la com esmero. E eu faço questão de ser uma mãe forte, pois tenho uma e é maravilhoso.

Já há muita coisa mais ou menos por aí, esses pequenos merecem o melhor. ❤
Boa madrugada!

Respiração controlada e massagem bem feita fazem MUITA diferença na hora do parto

Eu sou muito agraciada por ter tido minha família ao meu lado nos dois partos. Quando digo ao lado, quero dizer fisicamente mesmo, ali comigo, segurando minha mão, fazendo massagem, me lembrando de ter calma, rezando, até brincando para tirar a tensão e o medo da dor.

No parto da Kimberly, Junho de 2015, minha mãe fazia massagem na minha lombar quando vinham as contrações e foi muito bom! Ajudava a aliviar um pouco da dor. Coisa que eu não acreditava que funcionasse para valer.

Na hora eu não conseguia falar que estava bom, porque eu estava focada na dor (grande erro). Era a inexperiência aliada ao desespero de não aguentar aquelas “infinitas” e “torturantes” contrações. Assim, eu também já não controlava mais a respiração nas últimas dores, aquelas que vêm com força total, já na reta final para o bebê sair. Eu simplesmente tinha deixado de acreditar que consegueria suportar aquilo e estava a ponto de gritar por uma cesariana. 

Entretanto, como eu vi que a massagem ajudava  mesmo, já deixei minha mãe e o marido avisados de que teriam que dar uma mãozinha quando chegasse a hora do parto do Giovanni. 

E mais uma vez, tive a graça de ter minha mãe fazendo massagens em mim durante as contrações. Aquelas mãos pequenas e quentinhas…que coisa boa! Que Deus lhe recompense por tanta ajuda mamãe! ❤

Enfim, escreverei sobre a diferença que o meu controle na hora de respirar e as massagens fizeram durante o trabalho de parto.

No parto da Kimberly minha mãe fazia massagens na minha lombar quando vinham as contrações fortes. Coisa simples, bastava passar a palma da mão em movimentos circulares bem na parte baixa da coluna, próximo do bumbum. Não precisa de muita força.

Encontre a melhor posição para você ficar

Já a respiração, eu sabia como deveria respirar, mas não conseguia me concentrar, porque tinha sido dominada pelo medo da dor. 

Agora, no parto do Giovanni, eu estava mais confiante e preparada para respirar corretamente. E suportei as dores muito melhor por isso! 

Fiquei muito feliz por ter dominado as contrações, ao invés de elas me dominarem.

Mesmo com as contrações ainda fracas eu respirava e expirava bem devagar, tentando soltar o máximo de ar dos pulmões, como aprendi no curso para mães que tive durante o pré-natal e através de pesquisas na internet.

E por providência Divina, um dia antes do Giovanni nascer eu estava assistindo a um vídeo sobre técnicas de respiração para a hora do parto que postaram em um grupo de mães Católicas. Vídeo simples, mas que mostra o necessário. A respiração que mantive até o expulsivo é ensinada nele.

Deixo para vocês:

https://www.youtube.com/shared?ci=mrBcE1gWxV0

Hoje, podemos achar muita coisa na internet, então vale a pena “se jogar” no Google e ir procurando o que você quer.
Quando a parteira disse que já era hora de ir para a sala de parto, pois já havia 7cm de dilatação eu fiquei super feliz, pois sabia que estava acabando e eu ainda estava inteira!

Como o bebê estava com o rosto virado para cima, ela pediu para que eu ficasse de cócoras ou na posição de quatro apoios para ajudar ele a virar a cabeça.

Então, fiquei na posição da figura abaixo, apoiada em almofadas, já na cadeira de parto. 

A parteira foi um anjo enviado do céu para nós naquela madrugada. Ela começou a fazer uma massagem tão, mas tão boa, que até agora não sei como agradecê-la! Durante todo o tempo que fiquei esperando ele virar a cabeça ela fez uma massagem caprichada, que pegava toda a região lombar. Deve ter sido muito cansativo para ela, mas ela permaneceu ali pacientemente me ajudando, até que a bolsa estourou e trabalhamos juntas por mais dez minutinhos até ver o rostinho do Giovanni!

O nome desse anjo é Nanomi San! Tão paciente, tão cuidadosa, cheia de experiência, me passava uma segurança enorme. Olhava-me bem nos olhos e com calma falava tudo o que estava acontecendo e o que eu deveria fazer. Mostrou grande empolgação quando a bolsa estourou e me encorajou dizendo que a hora tinha chegado!

Ah, eu queria era abraçar ela, pegar no colo, levar para casa! Mas, ela é japonesa, iria se assustar (risos). Gratidão eterna Nanomi San, estarás sempre em minhas orações para que ganhe o céu pelo seu lindo trabalho!

O parto foi ótimo para mim. Saiu tudo como eu queria, graças a Deus. E não posso deixar de dizer que além da respiração e da massagem, o Santo Terço e a Virgem Santíssima estavam comigo.

Quando as dores vieram com força, comecei a rezar os mistérios Dolorosos, pois ainda era Sexta-feira quando o trabalho de parto começou, era dia de padecer com Nosso Senhor Jesus Cristo. Demorei horas para terminar a rezar, pois rezava só para mim, quando dava para me concentrar. E adivinhem? Terminando a Salve Rainha, pouco tempo se passou até que o Giovanni nascesse.

E sobre a dor? O mesmo que já falei no último post. Só faz o amor ser mais apreciado.

Dessa vez suportei bem melhor, graças a confiança de que eu conseguiria, graças ao apoio familiar, as massagens, a Nanomi San, ao meu Senhor.

Minha dica: não foque na dor, sofra ela com alegria, pois a cada contração o momento de ver o rosto do seu rebento está mais perto.

E além do mais, não somos nós que sofremos com Jesus, é Ele quem sofre no nosso lugar. Ofereçamos todo sacrifício pela santificação e salvação dos mais necessitados.

A massagem e a respiração ajudam muito, mas é sempre Deus o nosso maior amparo.

Espero que esse texto ajude alguma mamãe.

Fiquem com Deus e a Virgem Santíssima ❤

Esses presentes fazem cada contração valer a pena de ser sofrida!

Nasceu o nosso varão!

Às 5:35 da manhã do dia 26 de Novembro de 2016, nasceu quase junto do sol, o nosso Giovanni. Mais luz e felicidade para nossa vida.

Giovanni: Significa “Deus é cheio de graça”, “agraciado por Deus”, “Deus perdoa” ou “a misericórdia de Deus”.

Foto do primeiro dia fora do ventre da mamãe ❤

Certa vez, li que amor de filho não se divide, se multiplica. 

Ah! Como é certeira essa afirmação.

Meu marido e eu, em Junho de 2015, colhemos o primeiro fruto do nosso matrimônio, a Kimberly, que veio arrebentando nossos corações com tanto amor que fez brotar e transbordar. Não sabíamos que poderíamos ser tão felizes com uma filha pequena em um casamento tão recente. Nos restava a gratidão a Deus por nos mostrar o melhor da vida de casados.

Mas, Deus não se cansa de ser bondoso e nos enviou mais um anjo, nove meses depois que a Kimberly nasceu. Foi uma surpresa! Surpresa maravilhosa!

Agora nossa pequena tinha um irmão, um companheiro para futuras aventuras.

E ontem, 26 de Novembro, recebemos mais este presente, confiado a nós por Deus, colhemos mais um fruto do nosso matrimônio, e confirmamos que o amor por esses pequenos se multiplica, assim como a nossa felicidade e gratidão! 

O nosso varão é lindo, é abençoado, é o grandioso amor de Deus manifestado em um ser tão pequeno.
Últimas fotos com o Giovanni na barriga:

Mamãe com contrações e a pequena não desgrudava! Rs
Família em peso para sentir as dores comigo! (Depois, chegaram meus dois irmãos)
E daí que mamãe está com dores de parto? Queremos dormir!

Foi sofrido, mas o sofrimento só faz o amor ser mais apreciado!

Depois escrevo detalhes do parto. Por enquanto, vou curtir meus pequenos e tentar dormir uma hora completa!
Vim escrever um pouco para dividir nossa alegria com vocês e pedir para que rezemos juntos por todas as crianças que estão vindo ao mundo, preenchendo famílias. Pela minha família, pela sua, por todas as mais necessitadas.

Fiquem com Deus!

Terremoto no Japão e segundos que podem salvar vidas

Eu achei que estava acostumada com os terremotos aqui no Japão, mas hoje tive a certeza de que não estou.

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O Japão é o país que tem o sistema mais avançado de alerta de terremotos no mundo e desde 2011, com o grande terremoto de Tohoku, que causou grandes danos no Japão, vários aplicativos para celular têm sido usados. Porém, mesmo que você não tenha um instalado no seu celular, ainda assim receberá um aviso pouco antes do tremor vir, caso um terremoto forte seja detectado.

E hoje, levamos um susto, pois os celulares de todo o Japão receberam um alerta de jishin (terremoto) cerca de 11:39 da manhã.

Tempo chuvoso, cerca de 13 graus e eu indo de trem com a Kimberly para a casa da minha mãe. O trem parou há três estações do meu destino e de repente todos, TODOS, os celulares do trem começaram a apitar e avisar que viria um terremoto: “JISHIN! JISHIN!”.
Todos nós nos olhamos dentro do trem. Eu já segurei a Kim com firmeza e comecei minhas orações. Pois sei que só enviam alerta pelo celular quando a “coisa vai ser feia”.
Posso dizer que por sorte, mas prefiro dizer que por providência Divina, nosso trem tinha acabado de parar na estação e como o alerta foi dado, o maquinista esperou que viesse o tremor, já que com o trem em movimento, tragédias podem acontecer.
Alguns segundos depois veio a confirmação do aviso do celular, o trem tremia em sentido horizontal. Segundos que duraram muito mais que o normal. Que susto!
Foi a primeira vez que tive a experiência de passar por um terremoto dentro do trem e confesso que senti mais medo do que o normal. Eu estava pronta para pegar a Kimberly e correr caso fosse preciso, mas porque sabia que o trem estava parado e esperando que tudo passasse. Porém, depois pensei em como esses poucos segundos de alerta podem salvar vidas! Segundos que fizeram toda diferença.
E se o trem estivesse em uma velocidade alta? E pior, se estivesse em uma curva? Só Deus sabe o que poderia ter acontecido…

Resumindo, o trem em que estávamos parou e o alerta tocou, então o maquinista esperou. O trem tremeu bastante, mas nada de grave ocorreu. Depois que tudo passou, continuamos nosso caminho.

É Deus quem cuida de tudo, mas a capacidade do homem de criar recursos para ajudar a humanidade é realmente incrível.

E já que estamos falando sobre terremotos, informe-se sobre como se prevenir. Sempre tenha um kit de sobrevivência em casa e esteja preparado, pois morar no Japão é correr esse risco.

Deixo um link para se informarem: http://www.japaoemfoco.com/como-montar-seu-kit-sobrevivencia-para-terremoto/

Que Deus nos abençoe sempre e que não ocorra mais susto por esses dias.

Sobre o terremoto de hoje, acesse:
http://silviakikuchi.jp/terremoto-de-m6-1-em-wakayama

Um ano de Blog- Quem me ensinou a ser mãe

Nessa semana meu Blog completou um ano, e só fiquei sabendo porque o próprio WordPress me lembrou.

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Então, é preciso comemorar, pois mesmo que minha frequência de postagem não seja tão boa, eu não desisti dele e muitas coisas boas surgiram a partir dele.

Eu estava lendo o texto que escrevi quando o criei e lembrei que o fiz porque queria me dedicar a algo valioso na Quaresma do ano passado; enquanto esperava o nascimento da minha pequena; queria ajudar as pessoas e achava que tinha encontrado minha vocação: ser mãe!

Bom, eu estava certa. Ser mãe é minha vocação. É meu dever e minha alegria. É o que jamais deixarei de ser. Uma vez mãe, sempre mãe, não é mesmo?

Depois que a Kimberly nasceu eu aprendi muita coisa sobre partos, sobre a gestação, cuidados com a mãe e bebê, e conheci muitas histórias bonitas. E com a graça de Deus, conheci mães Católicas como eu. Acredite ou não, através do Facebook.

E aprendi é claro a ser mais forte!

Mas, deixarei para falar disso quando a Kimberly completar seu primeiro aninho. Logo, logo.

E para comemorar este primeiro ano de Blog, vim falar sobre quem me ensinou a ser mãe.

Quando minha filha tinha apenas alguns dias de vida, ela chorava muito e eu não sabia o que fazer. A fralda estava limpa, a barriga estava cheia, a roupa não era apertada e nem quente demais, estava tudo certo, segundo o “manual do bebê” que a vida preparou. Mesmo assim, ela chorava…e em uma manhã, já exausta, eu perguntei a mim mesma em pensamento: por que você não para de chorar?

Confesso que estava a ponto de perder a paciência…mas eu olhei para ela tão pequena, tão indefesa, ainda estranhando o mundo aqui fora e me lembrei, primeiramente, das dores do parto e da alegria que foi quando vi seu rostinho doce pela primeira vez. Isso me acalmou e fez minha consciência pesar. Como eu pude pensar em perder a paciência com esse anjo que só tem a mim neste momento? Eu, sua mãe. A única pessoa da qual ela conhece o cheiro e a voz. A única pessoa que a alimentava, aquela que possuía o colo mais gostoso do mundo.

Eu contei os dias para tê-la comigo, eu sonhei inúmeras vezes com ela (em nenhum sonho era tão perfeita), preparei o chá de bebê com carinho, fiz minhas orações diariamente, cumpri minha Novena religiosamente bem, sabia que ela era um presente de Deus. E ainda assim, passou pela minha cabeça que eu poderia me zangar com ela…

Eu me arrependo por ter pensado em perder a paciência e prometi a mim mesma naquele dia que não deixaria que aquilo acontecesse de novo. Nem em pensamento e muito menos em ato.

Depois disso, eu caminhava feliz durante as madrugadas, cantava com ela no meu colo, ouvia seu choro e pedia a Deus para que a acalmasse.

Certo dia ela chorou tanto a noite, mesmo depois de pedir a Deus e correr para Nossa Senhora, que eu simplesmente a abracei…e chorei junto…

Cheguei a dizer a Maria Santíssima: ela é consagrada a Vós, por favor, ajude-nos!!! Tu também és responsável por ela.

Talvez Deus quisesse que eu chorasse um pouco…para lembrar que aquele tesouro era precioso demais e que eu não poderia me esquecer nunca do quanto ele foi esperado. Ele devia estar me dizendo que o choro dela era a única maneira que ela tinha de dizer que ainda estava com saudades de quando éramos só eu e ela, bem grudadinhas. Lembrando que ser mãe é doce, mas difícil. Ele dizia: muito lhe foi dado, portanto já sabes…muito lhe será cobrado.

Deus tinha me dado o melhor presente da minha vida e eu devo me lembrar disso diariamente.

A Kimberly está com 8 meses e já testou muito minha paciência, mas eu nunca bati nela, nem aqueles tapinhas na mão.

Eu não grito e nunca gritarei. E sabe o que eu faço quando a paciência já esta acabando?

Lembro do rostinho dela em cima do meu peito quando nasceu…lembro de que o melhor momento da minha vida só existiu por que ela estava lá.

Podem estar pensando: caramba, tanta paciência assim vai estragar a menina! Ou, de onde vem essa calma?

Respondo que paciência não estraga.

Quando eu precisar ser dura, eu serei. Mas, esse momento ainda não chegou.

E de onde vem essa calma?

Da minha mãe!

Minha mãe me disse milhares de vezes, durante toda a minha vida: TEM QUE TER PACIÊNCIA! Esse é o segredo.

E eu sei que posso ser paciente porque ela foi paciente comigo e com meus irmãos.

E cá entre nós, somos “boa gente”. Rs

Aprendi muito com a Mãe de Deus, mas antes de conhecê-la, eu tive a graça de ter uma boa mãe.

Mamãe, obrigada por ter tido tanta paciência, tanta ternura, tanto amor. Sendo sua filha eu aprendi a ser mãe. Se a senhora conseguiu, eu também conseguirei!

Eu sou paciente com minha filha, porque eu vi minha mãe sendo paciente comigo.

Penso que se eu não tivesse visto ela, não acreditaria que seria capaz de ser uma mãe assim.

Guarde os gritos e as palmadas e só use-os se for realmente necessário. Caso contrário, dói no bebê, dói em você e todos chorarão mais.

Compreenda seu filho, porque ele ainda não compreende você e o mundo.

Espero que minha experiência ajude vocês.

Que Deus abençoe a todos!

Ah! Mamãe, te amo.

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Mais de 50 mães desistem do aborto após orações de cristãos em frente à clínica

A ação é parte da campanha “40 dias Pela Vida”, que teve início no dia 10 de fevereiro e vai até 20 de março. Conforme número registrado até hoje, 59 mães desistiram do aborto no último minuto.

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Cada grupo atua em sua comunidade local, conscientizando amigos, familiares e vizinhos. (Foto: Divulgação)

 

Segundas-feiras são dias de boas notícias nas clínicas de aborto dos Estados Unidos, Canadá e outros países que legalizaram a prática. Toda semana, um grupo de cristãos se reúne em frente a esses locais para orar e conscientizar as mães que optaram por romper a gravidez.

A ação é parte da campanha “40 Days for Life” (40 Dias pela Vida, em português), que teve início no dia 10 de fevereiro e vai até 20 de março. Conforme número registrado até hoje, 59 mães desistiram do aborto no último minuto.

Cada grupo atua em sua comunidade local, conscientizando amigos, familiares e vizinhos sobre as consequências do aborto. Além disso, vigílias, orações, e jejum fazem parte da campanha pró-vida.

A campanha começou com a participação de mais de 100 pessoas em Naples, na Flórida, em uma das unidades da clínica Planned Parenthood.

Neste dia, um casal que fazia parte do grupo incentivou uma jovem a visitar o centro de ajuda móvel que estava estacionado próximo a clínica. Minutos depois, a jovem decidiu não entrar mais na Planned Parenthood. Uma vida foi salva no primeiro dia da campanha.

Melody, uma das participantes de Edmonton, no Canadá, relatou após a primeira hora de oração, o grupo conheceu uma mulher na parte de fora do centro de aborto. Os voluntários disseram que iriam orar por ela.

“Quarenta minutos mais tarde, ela saiu e tinha mudado de ideia. Ela estava indo fazer um aborto, mas quis manter o seu filho!”, relembra Melody.

“Oramos com nossos corações”, disse Melody. “Não somo nós quem mudamos os corações ou fazemos as coisas acontecerem. É Deus.”

fonte: Guiame, com informações de Life News

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